sábado, 3 de outubro de 2009

VAZIO

... que preenche o vazio da vida. É o vazio que dita as necessidades do quotidiano. É o vazio que marca a hora de adormecer e será esse vazio que ditará a hora de acordar.
Age-se como se ele não vivesse conosco. Como se ele, sendo invisível, não desse para ser sentido. Mas, sente-se. E sente-se como uma chama que queima o corpo... queima a alma de alguém que quer mais e mais, mas que fica pelo menos e menos.
Age-se porque o vazio dita as horas que formam os dias, os dias que formam as semanas, as semanas que formam os meses, os meses que formam os anos, os anos que formam a vida. E assim se vive lado a lado com um vazio que apesar de invisível tem a característica mais dolorosa: sente-se.

*-*

Tem dias em que somos invadidos por sentimentos que não são nada bem vindos, mas eles simplesmente estão alí ...
São os dias em que mais precisamos de cólo, de uma palavra, de um ombro. E é, justamente, neste dia que isso tudo nos falta.
Deveríamos, então, entender de uma vez por todas que essa é a vida "nós, por nós mesmos" ... mas bom seria se bastasse querer para que nada mais nos afligisse ou magoasse.
Será mesmo que somos nós os responsáveis pelas nossas tristezas?
Não sou a favor de culpar ninguém por elas, mas ha tanta vontade em viver e ser feliz. Por que essa vontade tamanha não é o suficiente para isso?

Sinto falta do sentimento a me invadir, falta da companhia, do ombro, do cólo, do afago nos cabelos, das palavras de carinho, do calor do corpo (...)
Quero sentir tudo isso de novo, verdadeira e intensamente.

Quero a amizade, o carinho, o amor, o brilho nos olhos, o companheirismo, o frio na barriga, o 'não querer' ir embora (...) quero uma coisa de cada vez, quero tudo isso junto (...) quero ver muito de mim em alguém e muito de alguém em mim.

Não tenho que fazer de conta que 'tudo bem, uma hora chega', quando na verdade eu não vejo a hora de que isso aconteça.


Quando??

* K.S.


Nenhum comentário:

Postar um comentário