Então, eu acreditava em Papai Noel (...) minha mãe me dizia que os pais davam uma quantia em dinheiro para que ele mandasse o presente pra gente (...) então pedi uma boneca cara, minha mãe me disse que não sabia se o valor que deu a ele daria para comprar a 'tal' boneca.
Daí então acreditei, acreditei de verdade que o Papai Noel seria generoso, porque eu sempre fui uma boa menina, e se o valor não desse, ele completaria e me traria a boneca dos sonhos (...)
Acho que foi aí que passei a colocar em prática a questão 'acredite que será seu' e assim o tempo foi passando. A boneca que não veio (o sorriso amarelo nos lábios), o baile de 15 anos que não aconteceu, o sonho do 1º beijo que não foi com quem eu queria (...) o quarto só meu, uma festa surpresa no aniverário, um buquê de rosas de surpresa, uma declaração de amor pública, o amor verdadeiro, o casamento, os filhos, o trabalho dos sonhos (...) doenças que não se curaram, pessoas que se foram, amigos que se afastaram, pessoas que me julgaram.
Então passamos a questionar tudo o que nos foi 'pregado', o que de fato é real.
Será que tudo não se passou de teoria ou será que há alguém que realmente viveu o "acreditei e aconteceu"?
Passei anos acreditando de todo meu ser que acreditar era o suficiente (...)
E hoje, no que eu acredito é que não importa no que a gente acredite, as coisas simplesmente acontecem ... ou não.
Hoje, o que me faz bem é sentir o carinho das pessoas que se aproximam e a admiração que têm por mim. O que me faz acreditar, que tudo vai dar certo, é o sorriso e o carinho das pessoas que eu amo. É saber que posso ser e estar presente, e ajudar mesmo sem querer, apenas por estar lá.
Já acreditei e desacreditei, já amei e 'desamei', já sofri e já chorei, mas estou aqui ... e continuo acreditando.
Só não faço mais planos.
Eles não costumam dar certo, pra mim.
*K.S.
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