quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SOBRE ACREDITAR

A gente cresce aprendendo que basta acreditar que as coisas vêm, que tudo pode acontecer.
Então, eu acreditava em Papai Noel (...) minha mãe me dizia que os pais davam uma quantia em dinheiro para que ele mandasse o presente pra gente (...) então pedi uma boneca cara, minha mãe me disse que não sabia se o valor que deu a ele daria para comprar a 'tal' boneca.
Daí então acreditei, acreditei de verdade que o Papai Noel seria generoso, porque eu sempre fui uma boa menina, e se o valor não desse, ele completaria e me traria a boneca dos sonhos (...)
Acho que foi aí que passei a colocar em prática a questão 'acredite que será seu' e assim o tempo foi passando. A boneca que não veio (o sorriso amarelo nos lábios), o baile de 15 anos que não aconteceu, o sonho do 1º beijo que não foi com quem eu queria (...) o quarto só meu, uma festa surpresa no aniverário, um buquê de rosas de surpresa, uma declaração de amor pública, o amor verdadeiro, o casamento, os filhos, o trabalho dos sonhos (...) doenças que não se curaram, pessoas que se foram, amigos que se afastaram, pessoas que me julgaram.
Então passamos a questionar tudo o que nos foi 'pregado', o que de fato é real.
Será que tudo não se passou de teoria ou será que há alguém que realmente viveu o "acreditei e aconteceu"?
Passei anos acreditando de todo meu ser que acreditar era o suficiente (...)
E hoje, no que eu acredito é que não importa no que a gente acredite, as coisas simplesmente acontecem ... ou não.
Hoje, o que me faz bem é sentir o carinho das pessoas que se aproximam e a admiração que têm por mim. O que me faz acreditar, que tudo vai dar certo, é o sorriso e o carinho das pessoas que eu amo. É saber que posso ser e estar presente, e ajudar mesmo sem querer, apenas por estar lá.
Já acreditei e desacreditei, já amei e 'desamei', já sofri e já chorei, mas estou aqui ... e continuo acreditando.

Só não faço mais planos.
Eles não costumam dar certo, pra mim.

*K.S.

Nenhum comentário:

Postar um comentário