Tem dias em que, definitivamente, não há como controlar a intensidade do que sentimos.Tudo está bem, o coração 'nadando' em esperança e sentimentos que elevam e, de repente, sem a menor razão, uma onda de tristeza invade e não há o que se possa fazer para que ela vá embora.
É uma angústia, sem tamanho, que invade o peito. Os olhos transbordam e sequer sei explicar o porquê (...)
Bem, talvez eu saiba e sõ não queira trazer a tona. Sei lá ...
Talvez seja esse buraco no peito, a ausência de um amor verdadeiro, de uma presença constante, de um 'tô com saudade', de um afago nos cabelos, de um abraço apertado que dispensa qualquer palavra. Talvez seja essa vontade imensa de ter essa presença em minha vida e de me dedicar a alguém.
Sim, eu sei que preciso, de uma vez por todas, parar de sonhar, de querer de buscar por algo que não sei se vai chegar. Não me vejo sem meus sonhos, sem minhas esperanças, mas o que deveria me motivar tem me feito sofrer. Pois só tenho me deparado com solidão, com ilusão.
Eu não sei ser diferente, sou intensa em tudo o que faço, com tudo o que sinto.
Me apego fácil, me entrego por inteiro, não sei amar pela metade, não sei 'fazer tipo' e nem adiar o que pode acontecer no momento presente.
As vezes me condeno porque penso ter 'atropelado' tudo ... mas sempre escutei 'se arrependa do que não fez' ... e é bem por aí mesmo.
A verdade é que estou confusa.
Não sei o que pensar, o que sentir e tão pouco, como agir.
Não sei se há algo que possa ser feito por mim ou se basta esperar ...
A questão é que eu não consigo, simplesmente, ficar de méra expectadora, me sinto na obrigação de fazer algo, de falar, de mostar, de buscar, de tentar.
Hoje, minha mente é ivadida por uma série de 'eu não sei'.
Embora eu saiba exatamente o que eu quero, não sei como proceder (...)
* K.S.
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