
Ter razão ou ser feliz?
O João e a Manuela formavam um casal feliz; podiam ter as suas divergên-cias de opinião no acidental, mas no fundamental estavam de acordo, devi-do em grande parte ao bom senso da Manuela e por isso a sua vida decorria em paz.
Um dia, pelas oito da noite meteram-se no carro para ir jantar a casa de uns amigos que os convidaram, para celebrar a inauguração da nova casa para onde tinham mudado, dado que a primeira, devido à vinda dos filhos, se estava a tornar acanhada.
Como não conheciam bem o caminho a Manuela teve o cuidado de, antes de sair de casa estudar o percurso. Caminharam pela rua principal e depois tinham que virar no cruzamento. O João disse – parece-me que temos de virar à esquerda; a Manuela disse-lhe: não, temos de virar à direita. O João insistiu e a Manuela teimou, acrescentando que estudara em casa o cami-nho. Teimaram um pouco, mas o João acabou por levar a dele avante e viraram para a esquerda.
Poucos metros percorridos, ele teve de concluir que se tinha enganado e procurou inverter a marcha, ao mesmo tempo que a Manuela voltou a dizer que tinha estudado o caminho. Então, disse o marido um pouco agastado, se sabias tão bem qual era o caminho, porque não insististe na tua?
Calmamente a Manuela respondeu-lhe: quando eu disse que o caminho era para a direita e tu afirmavas que não era, mas sim para a esquerda, estáva-mos a começar uma discussão e como já íamos atrasados, se continuásse-mos com a conversa de ping-pong, acabávamos por estragar a noite. Eu pensei, continuou: o que é melhor «ter razão ou ser feliz?» A resposta den-tro de mim não se fez esperar e assim resolvi não discutir e não azedar a nossa conversa. Vamos chegar um pouco tarde, é certo, mas pedimos des-culpa aos amigos e passaremos uma noite tranquila na sua companhia; de contrário ficaríamos tensos e de mau humor.
Moral da História:
Essa pequena historia foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independente de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:
"Quero ser feliz ou ter razão?"
Pense nisso e seja feliz.
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“Eu gostaria de ter lido seu artigo há trinta anos, quando estava criando minha filha. Acho que fiz tudo errado em meu relacionamento com ela… não nos falamos há dois anos.”
Depois de me comunicar com o pai e a filha, percebi que ambos estavam sofrendo por causa daquele relacionamento, porém nenhum deles queria dar o primeiro passo para alterá-lo. Cada qual está esperando que o outro dê o primeiro passo.
Partilhei com eles a seguinte observação: Quando crianças brigam, pode-se ouvi-las dizer: “Nunca mais falo com você! Não quero mais brincar com você, nem num milhão de anos!” Cinco minutos depois, pode-se vê-las brincando uma com a outra e apreciando a mútua companhia.
Por outro lado, os adultos, quando entram numa briga – especialmente em família – podem ficar sem se falar durante vinte anos. Às vezes esquecem o motivo original para a briga. A razão para esta diferença é que as crianças preferem ser felizes do que ter razão, e seu instinto natural lhes diz que serão mais felizes se perdoarem e esquecerem.
Como adultos, nós às vezes escolhemos ter razão do que ser felizes. Trocamos o incômodo temporário de fazer as pazes com nossos entes queridos e passarmos tempos felizes juntos por uma tristeza de longa duração; a de não podermos nos conectar com as pessoas que nos são importantes.
“É nossa fúria que nos leva a uma briga” – declarou uma pessoa inteligente – “mas é nosso ego que nos mantém nela.” É um sinal de sabedoria deixar de lado nosso ego e pedir perdão à outra pessoa, mesmo se estivermos certos. Se nós somos pai ou mãe, devemos nos considerar a mais sábia das duas partes, e utilizar nossa sabedoria e maturidade para dar o primeiro passo para resgatar o relacionamento, exatamente porque entendemos que é mais difícil para a outra pessoa fazê-lo.
Em alguns casos, precisamos da ajuda de uma terceira pessoa – alguém que seja um amigo mútuo, ou um profissional na solução de conflitos, para dar início ao processo de reconciliação.
Às vezes o motivo pelo qual o relacionamento não está dando certo pode ser de natureza subconsciente. As pessoas envolvidas realmente não sabem por que estão aborrecidas uma com a outra. Pode ser preciso um aconselhamento a longo prazo numa situação assim. A jornada pode ser longa, mas é recompensadora.
É como passar por uma operação, onde o paciente se coloca numa situação desconfortável por algum tempo para um ganho a longo prazo. O resultado final será que ficaremos felizes, além da certeza de ter feito coisa certa, ao deixar de lado o nosso ego.
No dia 11 de setembro as pessoas encurraladas nas Torres Gêmeas utilizaram seus últimos momentos para telefonar aos entes queridos e dizer pela última vez: “Eu te amo!” E em outras inumeráveis situações extremas na vida, que estão sujeitas a ocorrer com qualquer um de nós, é justamente em momentos como esses que o ego não desempenha qualquer papel, e o verdadeiro ser humano se revela em toda a sua glória.
A vida é muito curta para guardar mágoas, independentemente do tipo de relacionamento que você mantém com seus pais ou irmãos. Você sentirá falta deles, quando se forem de sua vida. Portanto, por que esperar até que seja tarde demais?
Dê o primeiro passo – agora!
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Você quer ter razão, ou ser feliz?
by on 09/04/2009
Pessoalmente gosto muito da sensação da felicidade em meu corpo e, por isso, escolho me conectar com regularidade a esse circuito. Sempre me perguntei: Se isso é uma escolha, então por que alguém escolheria outra coisa que não a felicidade? Posso apenas especular, mas suponho que muitos apenas não percebam que temos a possibilidade de escolher, não exercitando essa capacidade de escolha.
MEDO
Expectativas falsas que parecem reais.
Numa tentativa de reduzir o poder de minha resposta ao medo/raiva, escolho intencionalmente não assistir a filmes de terror ou me envolver com pessoas cujos circuitos de raiva sejam desencadeados com facilidade. Faço escolhas que causam impacto direto nos meus circuitos. Como gosto de ser alegre, prefiro me relacionar com pessoas que valorizem minha alegria.
Einsten disse:
Preciso me dispor a desistir do que sou para me tornar o que serei.
E eu completo: Quem escolhemos ser hoje não é predeterminado por quem fomos ontem.
Ou como disse Ghandi:
Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo.
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