quinta-feira, 25 de junho de 2009

. . .


Tá certo que o nosso mal jeito foi vital pra dispersar o nosso bom,
o nosso som pausou e por tanta exposição a disposição cansou,
secou da fonte da paciência e nossa excelência ficou lá fora.
Solução, a solidão de nós.
Deixe eu me livrar das minhas marcas,
deixe eu me lembrar de criar asas, deixe que esse verão eu faço o Sol.
Só me resta agora acreditar que esse encontro que se deu não nos traduziu melhor.
A conta da saudade quem é que paga?
Já que estamos brigados de nada, já que estamos fincados em dor ...
Lembra o que valeu a pena, foi nossa cena não ter pressa pra passar.



* Fernando Anitelli


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